No norte do Estado, impactos são menores que os esperados. No oeste, 25% a 30% das lavouras estavam em estágio suscetível. Já o centro-sul não registra perdas

 

Moinhos do Paraná iniciaram esta semana analisando os possíveis impactos das geadas que atingiram o Estado. As avaliações variam conforme as regiões do Estado.
O gerente de Suprimentos do Moinho Globo em Sertanópolis, Rui Marcos Souza, conta que no norte a geada foi de moderada a fraca. “Os danos aparentemente são menores do que estava se prevendo, mas devemos avaliar a perda real a partir da próxima semana”, disse. Ele estima que praticamente 100% das lavouras já estão semeadas e considera que a área plantada neste 2019 deve ser igual a do ano passado. A produtividade esperada é de 50 a 60 sacos por hectare nesta região, que responde por aproximadamente 30 a 35% da produção estadual.
No centro-sul, o gerente geral da Moageira Irati Cereais, Acir Martins da Silva, afirma que apesar de terem sido fortes, principalmente a de domingo (dia 07), as geadas não trazem problemas ao trigo da região, devido ao estágio da planta – em início de perfilhamento. “Pelo contrário, essas geadas são até benéficas. Desta forma, na nossa região não computamos perdas”, garantiu. Silva estima que 95% da área está plantada, com um leve aumento na área em relação ao ano passado, de 3% a 5%. A produtividade esperada é de pelo menos 50 sacos por hectare. Centro-sul e sudeste somam em média 30% da produção total do Paraná.

Cenário no oeste

Também geou forte na região oeste. Segundo o diretor da Infasa Indústria de Farinhas, de Santa Tereza do Oeste, Rodrigo Boaventura, entre 25% a 30% do trigo na região estava em estágio suscetível às geadas e essas lavouras foram as mais afetadas. “Ainda é muito cedo para falar em quebra, mas com certeza a geada afetou parte das lavouras”, avalia.
A produção de trigo na região oeste representa cerca de 20% do total do Paraná. Conforme Boaventura, o plantio está tecnicamente finalizado e a previsão é de uma redução em torno de 3% da área plantada em relação ao ano passado. “ A perspectiva era de um aumento de área, mas o ânimo do produtor foi diminuindo”, revela. A maior preocupação, no entanto, é com uma possível redução de tecnologia, com produtores receosos em investir. “De todo modo ainda é cedo pra fazer diagnóstico. Se tudo correr bem, esperamos uma produtividade média de 50 a 53 sacos por hectare, numa estimativa otimista”, completa.

 

Por Cristina Luchini – Jornalista

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