A indústria moageira tem sido fortemente impactada pelo mercado mundial do trigo. O momento, na avaliação do presidente do Sinditrigo-PR, Daniel Kümmel, é bastante complexo.

“O dólar está alto e, todos os dias, com grande volatilidade”, observa. Mas não é só. Conforme destaca Kümmel, a situação na Argentina também influencia bastante o mercado brasileiro. No país vizinho, o governo de Alberto Fernández aumentou os impostos sobre exportações de grãos e, assim, as chamadas retenciones têm impactado fortemente os preços no Brasil.

A situação se agrava em função da queda na produção tanto da Argentina quanto do Brasil; e ainda em função do próprio mercado mundial, em alta, o que faz com que os preços estejam bem maiores a cada semana que o trigo é cotado, conforme comenta Kümel.

Diante do cenário, Kümmel considera que o impacto nos preços do trigo, consequentemente, terá que ser repassado. “Teremos um ano, potencialmente, com preços elevados”, analisa.

Ele ressalta o fato de termos pouco trigo disponível para entressafra no Brasil. “O trigo do Brasil está, praticamente, todo comprado. Isso fez também com que todos os moinhos se posicionassem e, consequentemente, o Paraná depende mais agora do trigo argentino”, alerta.