No Paraná, 90% do trigo plantado já está colhido, confirmando uma boa safra, mas sem alcançar o previsto inicialmente. Com esse total finalizado, o Departamento de Economia Rural da Seab-PR já bate o martelo numa safra de 3,1 milhões de toneladas, uma queda de 15% em relação às expectativas iniciais, que eram de 3,6 milhões de toneladas.

“Mesmo assim, esta é uma das dez maiores safras do Estado com certeza, o que nos dá uma certa tranquilidade de abastecimento”, comenta Carlos Hugo Winckler Godinho, agrônomo do Deral especialista em trigo. Mesmo não atingindo o esperado, esta safra representa 46% acima da safra anterior, quando foram colhidos 2,1 milhões de toneladas, numa quebra influenciada por geadas e secas.

Melhor qualidade

Segundo Godinho, existe grande expectativa de que os 10% que restam para serem tirados das lavouras deverão ser os melhores trigos do Estado.

De acordo com boletim do Deral, o ritmo da colheita está acelerado devido ao tempo seco que tem predominado no Estado, que prejudicou, especialmente, as regiões de plantio mais precoce.  Outro fator que influenciou no resultado da safra atual foram geadas ocorridas no quadrante sudoeste do Estado.

Apesar de plena safra, as cotações do trigo continuam em patamares recordes no Paraná em termos nominais. Ainda segundo informações do Deral, o preço em ascensão fez com que os produtores comercializassem rapidamente a safra, sendo que 47% da produção já teve seu preço fixado, no maior patamar desde que este número de comercialização é acompanhado, há 15 anos.

Na análise do Deral, o crescimento das exportações ao redor do mundo foi o principal motivador do aumento de preços internacionais, trazendo as cotações de trigo em Chicago para o maior valor em cinco anos.