Associada do SinditrigolPR inova e Paraná mais uma vez é pioneiro em tecnologias

O setor cervejeiro no Brasil segue em forte expansão. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2019, o país chegou ao número de 1.209 cervejarias registradas na pasta. A quantidade é 36% maior que em relação a 2018. Ainda de acordo com o órgão, a maioria das cervejarias estão no Sul e Sudeste, representando 80% do total. O segmento aquecido também é uma oportunidade, já que entre os tipos de cerveja está a de trigo, ou Weiss.

Nesse cenário, o Paraná se destaca inovando. Como explica o gerente comercial da Cooperativa Agrária Agroindustrial, associada do SinditrigolPR, Jeferson Caus, hoje, todo o malte de trigo consumido no Brasil é importado, e a empresa Agrária Malte, que pertence à Cooperativa, tem planos de realizar essa produção de forma inédita nacionalmente. “Ainda não temos data para isso, mas vamos produzir, está no nosso plano produzir malte de trigo para fornecer para o mercado cervejeiro aqui também”, relata.

Para as indústrias moageiras, a vantagem pode estar em oferecer matéria-prima para o produto. “A oportunidade está na produção de trigo destinado à malteio, para que esse cereal em grão passe pelo processo de malteação e logo depois disso ele seja fornecido para cervejarias, onde lá sim ele vai ser moído, e vai ser utilizado na produção de cerveja”, conforme explica o gerente comercial da Cooperativa Agrária Agroindustrial, Jeferson Caus.

De acordo com o gerente, a cerveja de trigo é considerada a porta de entrada para consumidores da bebida artesanal, por isso sempre terá mercado. “A cerveja de trigo tem um teor de amargor baixo. Se comparada com a nossa pilsen brasileira, ela tem um teor de amargor um pouco mais alto, porém acaba sendo equilibrado pelo dulçor frutado que vem do éster da banana”, detalha.

Características

Dentro da grande variedade de cervejas disponíveis para o consumidor, a de trigo se distingue em diversos aspectos. “Ela é uma cerveja ale, ou seja, de alta fermentação, com temperatura mais alta neste processo, uma levedura diferente, e isso faz com que ela tenha características de sabor diferentes. Além disso, por ser utilizado o malte de trigo traz uma porcentagem maior de proteína para essa levedura, trazendo também uma leveza para essa cerveja”, diz Caus.

Além disso, o gerente explica que as principais características são: o aroma frutado, que remete a banana, e o fenólico que remete ao cravo. Já quando se fala de cervejas mais escuras de trigo, puxa para algumas notas de toffee, cacau, caramelo e de banana mais madura.

Jeferson Caus
Jeferson Caus
Gerente Comercial da Cooperativa Agrária Agroindustrial

Para mais informações: www.agraria.com.br