Segundo a Ocepar, cerca de 60% da produção de grãos do estado – soja, milho e trigo – passa pelas cooperativas

Anualmente, o primeiro sábado do mês de julho é dedicado ao Dia Internacional do Cooperativismo. Segundo dados do Sistema Ocepar, o estado possui mais de 215 unidades cooperativas, com quase 120 mil colaboradores e beneficiando diretamente mais de 4,4 milhões de pessoas no Paraná. Ainda segundo a entidade, em 2020, a participação no PIB Agropecuário paranaense foi de aproximadamente 62%.

Neste cenário, as cooperativas têm papel essencial no agronegócio, conforme destaca o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. “Elas são de fundamental importância porque levam toda a assistência técnica, a parte de armazenagem, beneficiamento da produção, industrialização, e estão presentes em todo o estado. Na região Sul, elas estão em uma posição mais favorável, então temos mais cooperativas. No Paraná, em torno de 60% a 62% da produção de grãos – isso para soja, milho e trigo – passa pelas cooperativas”, destaca.

Mafioletti lembra que a produção de trigo está entre as primeiras atividades do setor. “No Paraná são 59 cooperativas agropecuárias e destas a maior parte produz trigo porque ele está em todas as regiões do estado. Temos hoje em torno de 10 plantas de processamento de trigo e é uma atividade fundamental. Foi a primeira atividade, até mesmo antes da soja, que é o principal ativo da agricultura brasileira, e o próprio milho também. O Paraná é o maior produtor de trigo e as cooperativas estão presentes em toda a cadeia produtiva”.

Ao longo dos 50 anos de Ocepar, o movimento cooperativista também passou por mudanças e evoluções. O superintendente aponta, no agronegócio, aspectos como a mecanização, a adoção de tecnologias, melhoria em logísticas e em portos, além da modernização. “Estamos nos adaptando, nesse momento de aceleração, principalmente na questão tecnológica e de digitalização, estamos ligados no mercado tanto nacional quanto internacional, preparando nossa gente. Temos o Sescoop, que investe 50 milhões por ano em capacitação e treinamentos, então nós estamos bem atentos a isso”, complementa.

Superar

Entre os principais desafios para as cooperativas agrícolas, no momento, Mafioletti destaca o clima. “Estamos com o problema da geada, que acabou afetando muito a questão do milho segunda safra. Precisamos ter um seguro adequado e estamos trabalhando para isso junto ao Governo Federal”, reforça. Ele ressalta também a necessidade de recursos para financiamento e principalmente para investimentos nas cooperativas.

“Estamos atuando em favor das cooperativas de várias maneiras, junto à Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), ou diretamente com os Governos do Estado e Federal. Buscando linhas de financiamento e trabalhar forte para que não tenham impactos os projetos de reforma tributária nos nossos negócios. A questão dos pedágios, a Ocepar também participa ativamente das discussões de modelo mais adequado”, finaliza.